O CEO de uma empresa de capital aberto informa que, em vistas das mudanças causadas pela pandemia no mercado, a companhia adotará uma estratégia conservadora e defensiva. Sendo assim, com base na estratégia escolhida, espera-se que a gestão de pessoas adote as seguintes medidas:
- A)ênfase no controle, recrutamento interno e avaliações padronizadas.
Correta: traduz bem uma estratégia conservadora, com foco em controle, aproveitamento interno de talentos e avaliação padronizada.
- B)processo formal de admissão e socialização, inovação e salários fixos.
Errada: inovação combina mais com estratégia ofensiva ou exploradora, não com postura conservadora e defensiva.
- C)produção eficiente, recrutamento externo e avaliações customizadas.
Errada: recrutamento externo e avaliações customizadas apontam para maior abertura e flexibilidade, o que foge da lógica defensiva.
- D)treinamento em equipe, flexibilidade e ênfase nas qualificações técnicas.
Errada: treinamento em equipe e flexibilidade são traços de ambientes mais dinâmicos, não de gestão conservadora e defensiva.
- E)decisões centralizadas sobre os salários, treinamento individual e planejamento superficial do cargo.
Errada: decisões centralizadas e treinamento individual até podem sugerir controle, mas planejamento superficial do cargo contradiz a ideia de formalização e previsibilidade.
Gabarito: A
Quando a empresa adota uma estratégia conservadora e defensiva, ela tende a priorizar estabilidade, previsibilidade e controle. Em gestão de pessoas, isso costuma aparecer em práticas mais formais, centralizadas e padronizadas, com menor apetite por risco e mudança. É o típico cenário em que a organização quer “arrumar a casa” antes de sair inventando moda. Na lógica dos modelos clássicos de alinhamento entre estratégia e RH, uma estratégia defensiva combina melhor com recrutamento interno, forte ênfase em controle e avaliações padronizadas. Isso faz sentido porque a empresa quer preservar a cultura, reduzir incertezas e formar pessoas já adaptadas ao jeito de fazer as coisas. Não é hora de buscar muita experimentação, e sim de manter o funcionamento sob vigilância. Por isso, a alternativa A está correta: controle, recrutamento interno e avaliações padronizadas são medidas coerentes com uma postura conservadora. O RH, nesse caso, atua como peça de sustentação da estratégia empresarial, reforçando disciplina, continuidade e menor exposição a mudanças bruscas. A banca costuma cobrar exatamente essa associação entre tipo de estratégia e práticas de GP. Se você lembrar da ideia central, fica fácil: estratégia defensiva pede RH mais fechado, mais previsível e menos aventureiro. Já estratégias mais inovadoras ou agressivas costumam puxar para flexibilidade, recrutamento externo e avaliações mais customizadas.