Em uma organização, o mapeamento de competências apontou a necessidade de desenvolver nos gerentes a competência “comunicação”, envolvendo as capacidades “conhecimentos de língua portuguesa”; “disposição para oferecer feedback“ e “interesse e atenção ao interlocutor”. A direção da organização quer que o desenvolvimento dessa competência seja priorizado nos processos de treinamento e desenvolvimento. Tendo em vista as capacidades que precisam ser desenvolvidas, são formas de treinamento adequadas:
- A)ensino a distância; atribuição de projetos; coaching;
Errada, porque ensino a distância e atribuição de projetos não são os meios mais adequados para desenvolver, de forma direta, feedback e atenção ao interlocutor.
- B)treinamento em sala de aula; coaching; treinamentos experienciais;
Certa, porque combina sala de aula para o conhecimento de língua portuguesa, coaching para feedback e treinamentos experienciais para prática comunicativa.
- C)treinamentos experienciais; treinamento no cargo; ensino a distância;
Errada, porque treinamentos experienciais e ensino a distância não atendem tão bem ao desenvolvimento estruturado do conhecimento de língua portuguesa nem ao ajuste comportamental de feedback.
- D)mentoria; ensino a distância; treinamento em sala de aula;
Errada, porque mentoria não é a melhor escolha para desenvolver, de modo prioritário, as três capacidades indicadas, especialmente a prática de feedback.
- E)treinamento no cargo; exercícios de simulação de papéis; coaching.
Errada, porque treinamento no cargo, simulação de papéis e coaching focam mais prática e comportamento, mas deixam de lado o ensino mais direto do conteúdo de língua portuguesa.
Gabarito: B
Quando a organização mapeia uma competência e descobre que ela depende de conhecimentos, habilidades e atitudes bem específicas, o treinamento precisa combinar o método certo com o tipo de aprendizagem esperado. Aqui, a competência "comunicação" pede três frentes: domínio de língua portuguesa, disposição para dar feedback e interesse/atenção ao interlocutor. Ou seja, não basta teoria bonita em slides, é preciso prática, interação e desenvolvimento comportamental. O treinamento em sala de aula ajuda no conteúdo mais cognitivo, como regras e uso da língua portuguesa. Já o coaching é ótimo para desenvolver comportamento e autoconsciência, porque o coach trabalha metas, observação e ajuste de postura, o que combina muito com a capacidade de oferecer feedback. Os treinamentos experienciais também são adequados, pois colocam o participante em situações de interação, prática e reflexão, favorecendo a escuta e a atenção ao outro. Por isso o gabarito é a letra B. Ela reúne exatamente modalidades que fazem sentido para desenvolver as três capacidades indicadas: sala de aula para o conhecimento técnico, coaching para o comportamento gerencial e treinamentos experienciais para a prática da comunicação. Em provas de T&D, a lógica é sempre essa: conteúdo mais conceitual vai bem em métodos expositivos, e competências comportamentais pedem métodos mais vivenciais. A FGV gosta de cobrar a aderência entre objetivo de aprendizagem e método de treinamento. Se a competência envolve comunicação e relacionamento, desconfie de opções muito mecânicas ou excessivamente distantes da prática humana do dia a dia.