Na gestão de pessoas, o conjunto de expectativas mútuas acordadas entre trabalhador e organização e que servem de balizadoras para uma relação de trabalho dinâmica, que envolve, por exemplo, adaptação às mudanças, aceitar horários de trabalho flexíveis, ser fiel à organização, entre outros, é denominado de contrato
- A)psicológico.
Certa: trata do contrato psicológico, que reúne expectativas mútuas e implícitas entre trabalhador e organização.
- B)lícito.
Errada: contrato lícito é apenas um contrato conforme a lei, não esse conjunto de expectativas da relação de trabalho.
- C)tácito.
Errada: contrato tácito é aquele não formalizado por escrito, mas o enunciado fala de expectativas recíprocas mais amplas.
- D)expresso.
Errada: contrato expresso é o que é manifestado de forma clara e direta, geralmente formal, e não o pacto psicológico implícito.
- E)social.
Errada: contrato social é expressão ligada à teoria política e à vida em sociedade, não à relação organizacional descrita.
Gabarito: A
Na gestão de pessoas, existe um tipo de “acordo invisível” entre trabalhador e organização, formado pelas expectativas que cada lado cria sobre o outro. Não estamos falando apenas do contrato de trabalho formal, mas daquele combinado implícito sobre comportamento, lealdade, flexibilidade, comprometimento e o que a empresa deve oferecer em troca. Esse é o chamado contrato psicológico: um conjunto de crenças e expectativas mútuas que orienta a relação de trabalho no dia a dia. Ele é dinâmico, muda com o tempo e com as necessidades da organização e da pessoa. Por isso, envolve coisas como aceitar mudanças, horários flexíveis, dedicação e fidelidade à empresa. A ideia é bem conhecida na doutrina de Gestão de Pessoas e aparece com frequência em autores como Rousseau, que trata o contrato psicológico como percepções individuais sobre obrigações recíprocas. Ou seja, não é o papel assinado que manda, mas o que cada lado entende que prometeu, mesmo sem escrever. Por isso o gabarito é a letra A. O enunciado descreve exatamente esse pacto subjetivo e implícito entre empregado e organização, que funciona como uma espécie de “fio de equilíbrio” da relação de trabalho.