A noção de trilhas focaliza essencialmente as diversas possibilidades de aprendizagem, presentes na organização e em seu ambiente externo, e contribui para que a aprendizagem se realize de acordo com os interesses da organização e do aprendiz. Com base nessa informação, para que a construção de trilhas de aprendizagem seja eficaz, o que a organização deve fazer ao mapear as oportunidades de aprendizagem?
- A)Relacionar as opções de aprendizagem às competências essenciais e relevantes, divulgando-as de forma integrada aos critérios explícitos de ascensão e aos padrões de desempenho exigidos pela organização.
Correta, porque vincula as oportunidades de aprendizagem às competências essenciais, aos critérios de ascensão e aos padrões de desempenho da organização.
- B)Priorizar o mapeamento de oportunidades externas à organização, utilizando-as como referência principal para a construção de trilhas, ainda que estejam desconectadas dos objetivos estratégicos internos.
Errada, porque dá prioridade ao externo e ainda rompe a conexão com os objetivos estratégicos internos, o que enfraquece a trilha.
- C)Focar exclusivamente na identificação de competências organizacionais e nos padrões de desempenho internos, considerando que o ambiente externo não influencia diretamente o desenvolvimento profissional.
Errada, porque ignora o ambiente externo e restringe o desenvolvimento ao interno, contrariando a lógica ampla das trilhas de aprendizagem.
- D)Delegar ao colaborador a tarefa de identificar e criar seu próprio plano de desenvolvimento, com base em interesses e necessidades, sem uma articulação prévia com os direcionamentos organizacionais.
Errada, porque transfere toda a responsabilidade ao colaborador sem alinhamento prévio com os direcionamentos organizacionais.
- E)Estabelecer critérios de ascensão profissional e padrões de desempenho, mas sem associá-los às opções de aprendizagem disponíveis para os colaboradores, garantindo total liberdade na escolha dos caminhos formativos
Errada, porque separa critérios de ascensão e desempenho das opções de aprendizagem, tornando a trilha incoerente e pouco útil.
Gabarito: A
Trilhas de aprendizagem são um jeito inteligente de organizar o desenvolvimento das pessoas dentro da empresa, combinando o que a organização precisa com o que o colaborador quer evoluir. Em vez de deixar o aprendizado solto, a trilha conecta cursos, experiências, projetos, leituras, mentorias e outras oportunidades em um caminho coerente. A ideia central é essa: aprender com direção, não no modo “cada um por si”. Quando a questão fala em mapear oportunidades de aprendizagem, ela está pedindo que a organização enxergue essas possibilidades de forma alinhada às competências que realmente importam. Não basta listar opções bonitas; é preciso relacioná-las às competências essenciais, aos critérios de ascensão e aos padrões de desempenho esperados. Assim, a trilha deixa de ser um catálogo e vira uma estratégia de desenvolvimento. Por isso o gabarito é a letra A. Ela acerta ao juntar três peças que precisam andar juntas: opções de aprendizagem, competências relevantes e critérios de progressão na carreira. Isso garante que o colaborador saiba o que desenvolver e a organização tenha um caminho claro para formar pessoas com foco em resultado. Na doutrina de Gestão de Pessoas, especialmente em desenvolvimento por competências, a trilha de aprendizagem é entendida como um conjunto estruturado de experiências orientadas por objetivos organizacionais e individuais. Em concursos, a banca costuma cobrar justamente essa integração entre desenvolvimento, desempenho e carreira, e não uma lógica improvisada ou totalmente individualizada.