Em um órgão público, durante o processo de auditoria, foram identificadas diferentes situações relacionadas à segurança no trabalho. Entre elas, destacavam-se: reclamações dos funcionários quanto a incômodos e dores devido ao uso prolongado de cadeiras inadequadas; exposição a níveis de ruídos extremos em virtude de uma obra realizada no prédio; o arquivo central apresentava ventilação insuficiente, gerando acúmulo de poeira e risco de doenças respiratórias causadas por fungos; e diversos servidores relatavam níveis elevados de estresse devido a prazos curtos e alta carga de trabalho. Com base nos casos apresentados, quais tipos de riscos ocupacionais estão presentes, respectivamente, em cada situação?
- A)Ergonômico; biológico; químico; e físico.
Errada, porque a segunda situação é física, a terceira é biológica e a quarta é psicossocial, não química e nem outra combinação indicada.
- B)Físico; ergonômico; químico; e ergonômico.
Errada, porque a primeira situação é ergonômica, a segunda é física, a terceira é biológica e a quarta é psicossocial.
- C)Psicossocial; físico; psicossocial; e biológico.
Errada, porque os exemplos não são todos psicossociais e a presença de ruído, ventilação precária e fungos exige outras classificações.
- D)Ergonômico; físico; biológico; e psicossocial.
Certa, pois associa corretamente cadeira inadequada a risco ergonômico, ruído a risco físico, fungos e poeira a risco biológico, e estresse por pressão de trabalho a risco psicossocial.
Gabarito: D
A questão trabalha com a classificação clássica dos riscos ocupacionais, muito cobrada em provas e usada na rotina de segurança do trabalho. A ideia aqui é simples: cada situação aponta para um tipo de risco diferente, e a banca gosta de trocar os nomes para ver se você escorrega na leitura. Na primeira situação, cadeiras inadequadas e dores por uso prolongado indicam risco ergonômico, porque o problema está na adaptação do trabalho ao ser humano. Na segunda, ruídos extremos em obra são risco físico, pois envolvem agente físico do ambiente. Na terceira, ventilação insuficiente, poeira e fungos no arquivo central apontam risco biológico, já que há agentes vivos ou derivados deles capazes de causar doença. Por fim, estresse elevado por prazos curtos e alta carga de trabalho caracteriza risco psicossocial, ligado à organização do trabalho e aos fatores emocionais e mentais que afetam a saúde do servidor. É exatamente essa sequência que torna o gabarito correto. Como referência doutrinária e de saúde e segurança do trabalho, essa classificação dialoga com a lógica de prevenção prevista nas normas de SST e com o entendimento consolidado em materiais técnicos: ergonomia trata da adaptação do trabalho ao trabalhador, enquanto ruído, poeira, fungos e pressão organizacional não são a mesma coisa e não devem ser jogados no mesmo saco.