Uma organização pública decidiu implementar um programa de qualidade de vida no trabalho, com o objetivo de melhorar o bem-estar dos servidores e, ainda, aumentar a produtividade. No entanto, a falta de comunicação sobre o programa e a ausência de envolvimento dos servidores no planejamento inicial resultaram em uma baixa adesão às atividades propostas, comprometendo a eficácia do programa e gerando desinteresse. Para garantir o sucesso do programa de qualidade de vida, ele deverá ser:
- A)Temporário, realizado apenas durante períodos de alta demanda, para evitar que os servidores se acostumem com o suporte.
Errada, porque QVT não deve ser sazonal nem restrita a momentos de pico, mas sim uma política contínua e estruturada.
- B)Imposto a todos os servidores, independentemente de suas preferências ou necessidades individuais, para garantir a participação.
Errada, pois impor ações sem considerar preferências e necessidades reduz a adesão e contraria a lógica participativa do programa.
- C)Conduzido exclusivamente pela administração, sem a participação dos servidores, pois eles podem não saber o que é melhor para si.
Errada, porque excluir os servidores do planejamento enfraquece o diagnóstico das necessidades reais e compromete a eficácia da iniciativa.
- D)Limitado a atividades recreativas, como festas e eventos sociais, desconsiderando a importância de apoio psicológico e emocional.
Errada, porque QVT não se limita a recreação; ela também envolve apoio psicológico, emocional, organizacional e condições de trabalho.
- E)Desenvolvido em colaboração com os servidores, considerando suas necessidades e expectativas, e promovendo uma comunicação clara sobre os objetivos e benefícios.
Certa, porque o programa precisa ser construído com participação dos servidores, alinhado às suas necessidades e com comunicação clara sobre objetivos e benefícios.
Gabarito: E
Qualidade de vida no trabalho não é enfeite de gestão nem programa de vitrine. Para funcionar de verdade, ela precisa ser pensada com as pessoas que vão vivê-la no dia a dia, porque são elas que conhecem as dores, as rotinas e o que realmente melhora o ambiente. Quando a organização ignora a comunicação e exclui os servidores do planejamento, o resultado costuma ser esse mesmo: adesão baixa, desconfiança e pouco efeito prático. Em concurso, a lógica cobrada é bem simples: programa bom é programa participativo. Isso vale tanto para identificar necessidades quanto para definir ações, metas e formas de acompanhamento. Sem diálogo, o servidor enxerga a iniciativa como algo imposto de cima para baixo, e aí o projeto perde força antes mesmo de começar. Por isso, a alternativa E está correta: o programa deve ser desenvolvido em colaboração com os servidores, considerando suas necessidades e expectativas, com comunicação clara sobre objetivos e benefícios. Essa ideia conversa com a doutrina de gestão de pessoas e com a própria lógica constitucional de valorização do servidor público, ligada aos princípios da eficiência e da participação na administração. Em outras palavras: ninguém abraça um programa que não entende, nem participa com entusiasmo do que não ajudou a construir. As demais alternativas erram justamente por tratar qualidade de vida como ação temporária, imposição, decisão exclusiva da chefia ou mera recreação. Qualidade de vida no trabalho é mais ampla: envolve dimensões físicas, psicológicas, sociais e organizacionais, e depende muito do engajamento real dos servidores.