Após a implementação de um programa de educação corporativa, a administração de uma instituição pública percebeu que muitos servidores não estavam se inscrevendo nos cursos oferecidos, resultando em baixo índice de participação e aproveitamento. Essa situação gerou preocupações sobre a eficácia do programa e a real necessidade de desenvolvimento profissional dos servidores, comprometendo, assim, a capacitação contínua e a melhoria dos serviços prestados. Para aumentar a participação dos servidores no programa de educação corporativa, a administração deverá:
- A)Tornar a participação nos cursos obrigatória, penalizando aqueles que não se inscreverem.
Errada, porque obrigar e punir pode gerar resistência e não resolve o problema de aderência entre curso e necessidade do servidor.
- B)Limitar a oferta de cursos a temas técnicos, acreditando que isso garantirá a participação dos servidores.
Errada, pois restringir o conteúdo a temas técnicos não garante interesse nem participação, já que o problema pode estar no diagnóstico, não no tipo de tema.
- C)Promover os cursos apenas por meio de e-mails, pois isso garante que todos os servidores tenham acesso à informação.
Errada, porque divulgar só por e-mail não assegura engajamento nem identifica o que realmente motiva os servidores a se inscreverem.
- D)Esperar que os servidores se inscrevam espontaneamente, sem intervenções, pois a educação deve ser uma escolha pessoal.
Errada, já que esperar adesão espontânea sem intervenção ignora a necessidade de gestão ativa da educação corporativa.
- E)Realizar uma pesquisa para identificar os interesses e as necessidades de desenvolvimento dos servidores, ajustando a oferta de cursos de acordo com o feedback obtido.
Certa, porque o diagnóstico de interesses e necessidades permite ajustar a oferta de cursos e aumentar a participação com base em dados reais.
Gabarito: E
Na educação corporativa, não basta abrir cursos e esperar que as pessoas apareçam como por encanto. Antes de ofertar ações de capacitação, a administração precisa identificar necessidades reais de desenvolvimento, alinhando o conteúdo ao trabalho desempenhado e aos objetivos da instituição. Isso evita desperdício de recursos e aumenta a adesão, porque o servidor percebe utilidade prática no curso. Em outras palavras, educação corporativa funciona melhor quando nasce do diagnóstico. Mapear interesses, lacunas de competência e demandas do serviço ajuda a montar uma trilha mais coerente e atrativa. Se a oferta não conversa com a rotina e com as necessidades do público, a participação tende a cair mesmo, como aconteceu no enunciado. Por isso, a alternativa correta é a que propõe realizar uma pesquisa com os servidores para levantar interesses e necessidades de desenvolvimento, ajustando os cursos ao feedback obtido. Essa é uma postura de gestão moderna, voltada a resultados, engajamento e melhoria contínua. A lógica também combina com a doutrina de educação corporativa no setor público: capacitação eficaz depende de diagnóstico, planejamento e aderência entre oferta e demanda. Sem isso, o programa corre o risco de virar uma vitrine de cursos pouco usados, em vez de uma ferramenta real de desenvolvimento profissional.