Gen-Z (Geração Z) é a definição sociológica da geração de pessoas nascidas entre a segunda metade da década de 1990 e por volta de 2012. Ela é sucessora da Geração Y (Millenial), indivíduos também conhecidos como “nativos digitais”, que são os indivíduos nascidos entre 1982 e 1994. Por sua vez, os Millenials são sucessores da Geração X, que são aqueles nascidos entre 1965 e 1981. Entre as características da Gen-Z, podem ser citadas: fluência digital, valorização da diversidade e da inclusão, empreendedorismo e flexibilidade no trabalho. Nesse sentido, são objetivos e desafios da área de gestão de pessoas frente à Gen-Z, EXCETO:
- A)Implementar programas de bem-estar e saúde mental.
Está certa, pois programas de bem-estar e saúde mental fazem parte das respostas modernas da gestão de pessoas às demandas da Gen-Z.
- B)Integrar tecnologias avançadas e ferramentas digitais no ambiente de trabalho.
Está certa, porque a fluência digital dessa geração exige integração de tecnologias e ferramentas digitais no trabalho.
- C)Promover alinhamento de propósitos com vistas a deixar clara a existência de uma rígida hierarquia de comando.
Está errada, porque uma hierarquia rígida de comando vai na contramão das expectativas da Gen-Z por autonomia, colaboração e flexibilidade.
- D)Implementar programas de desenvolvimento profissional que ofereçam oportunidades contínuas de aprendizado e de crescimento.
Está certa, já que desenvolvimento contínuo e oportunidades de crescimento são altamente valorizados por essa geração.
Gabarito: C
A Geração Z chegou ao mercado com uma expectativa bem clara: tecnologia no fluxo do trabalho, ambientes mais flexíveis, propósito real e espaço para aprender o tempo todo. Em gestão de pessoas, isso muda bastante o jogo, porque não basta oferecer um crachá bonito e um café gourmet - a nova geração quer sentido, autonomia, desenvolvimento e bem-estar. Por isso, RH 4.0 costuma apostar em ferramentas digitais, cultura de feedback, programas de saúde mental e trilhas de aprendizagem contínua. Dentro dessa lógica, os desafios da área de gestão de pessoas frente à Gen-Z são justamente adaptar processos, linguagem e liderança para um perfil mais conectado, mais crítico e menos tolerante a estruturas engessadas. A empresa que insiste em comando rígido, controle excessivo e hierarquia dura tende a perder engajamento. Aqui entra a ideia de gestão estratégica de pessoas: alinhar interesses da organização com as necessidades do trabalhador, sem tratar gente como peça de organograma. A alternativa C está errada porque a Gen-Z valoriza propósito, autonomia e flexibilidade, não um reforço de hierarquia rígida de comando. Em vez de alinhar propósitos para impor verticalidade, o correto seria construir cultura de confiança, colaboração e liderança mais horizontal. Em linhas gerais, a banca quer que você perceba a contradição entre o perfil da geração e o modelo de gestão engessado. Resumo para prova: com a Gen-Z, RH precisa ser mais digital, humano e desenvolvedor. Tudo que cheira a rigidez excessiva costuma destoar do que a literatura de gestão de pessoas e RH 4.0 aponta como tendência.