Preocupado com a melhoria na qualidade e na agilidade nas prestações de serviços à sociedade, determinado Tribunal de Justiça tem buscado conscientizar os seus servidores e demais colaboradores quanto aos propósitos fundamentais da instituição. Os trabalhos têm buscado atingir dois propósitos fundamentais: otimizar e melhorar a qualidade dos serviços e buscar métodos de melhoria contínua e de longo prazo. Assim, têm sido realizadas reuniões periódicas com os servidores interessados em discutir e expor ideias sobre gestão estratégica (eficiência, eficácia e excelência nos serviços públicos) e gestão estratégica de pessoas. Nas discussões, foram expostos vários entendimentos que se coadunam com a perspectiva a ser trabalhada. Dentre as afirmativas dispostas a seguir, assinale aquela que NÃO diz respeito ao modelo de gestão estratégica de pessoas e aos propósitos da instituição.
- A)De nada valem investimentos financeiros ou tecnológicos se não houver pessoas capazes de agregar valor à organização por meio de soluções criativas e inovadoras e tornar aqueles investimentos eficientes.
Certa, porque reconhece que tecnologia e investimento só geram valor quando as pessoas os transformam em solução eficiente e inovadora.
- B)A qualidade na prestação dos serviços é, antes de tudo, um estado de espírito das pessoas. A qualidade está muito mais nas pessoas do que na tecnologia utilizada pela organização, já que são as pessoas que a operam e aplicam.
Certa, pois destaca que a qualidade do serviço público depende principalmente das pessoas que executam e entregam o atendimento.
- C)O processo de melhoria contínua e de longo prazo na prestação de serviços se faz, principalmente, pelo crescimento dos atuais funcionários/servidores e não necessariamente pelo acréscimo de maior número de pessoas à organização.
Certa, porque reforça a melhoria contínua por desenvolvimento e aproveitamento dos servidores, e não apenas por aumento de pessoal.
- D)O modelo de gestão estratégica de pessoas tem uma conotação administrativa, relacionada a questões burocráticas da instituição. As instituições são sistemas fechados que operam por meio de mecanismos de cooperação e definem unilateralmente o comportamento organizacional.
Errada, porque reduz a gestão estratégica de pessoas a burocracia e a vê como sistema fechado, o que contraria a visão moderna e estratégica do RH.
- E)Serviços são prestados pelas pessoas em seus contatos com os cidadãos. Quase sempre o serviço é prestado por meio de um funcionário que serve de interface. De nada vale a melhor intenção e a melhor tecnologia se não houver pessoas capazes de lidar com os clientes e proporcionar-lhes satisfação.
Certa, pois mostra que o serviço é prestado no contato humano com o cidadão e que tecnologia sem pessoas capacitadas não produz satisfação.
Gabarito: D
A ideia central da gestão estratégica de pessoas é simples: a organização para de enxergar gente como “mão de obra” e passa a enxergar pessoas como parte da estratégia. Em vez de focar só em cargos, rotinas e papelada, o modelo busca alinhar pessoas, competências, resultados e propósito institucional. No setor público isso faz ainda mais sentido, porque eficiência, eficácia e excelência dependem muito da atuação dos servidores no atendimento ao cidadão. Por isso, alternativas como as que falam em criatividade, inovação, qualidade do serviço, melhoria contínua e valorização das pessoas estão bem conectadas com esse modelo. RH 4.0 também conversa com essa lógica, porque tecnologia ajuda, mas não substitui a capacidade humana de interpretar, decidir, atender e melhorar processos. O gabarito é a letra D porque ela descreve justamente o oposto da gestão estratégica de pessoas. Ao afirmar que a gestão tem “conotação administrativa” e caráter burocrático, além de tratar as instituições como sistemas fechados que definem unilateralmente o comportamento, a alternativa cai numa visão antiga e mecanicista de RH. Isso não combina com um modelo estratégico, que é integrado, flexível, orientado a resultados e baseado na cooperação. Em prova, desconfie quando a questão tentar vender gestão de pessoas como mero setor de rotina, controle e papelada. Gestão estratégica quer gente engajada, capacitada e alinhada ao planejamento institucional, não um RH que só carimba processo.