O processo de recrutamento interno, quando a instituição oportuniza possibilidades de movimentação horizontal ou vertical dos seus próprios empregados para as vagas disponibilizadas, traz algumas vantagens, como menor custo e tempo investidos no processo. Por outro lado, pode trazer também a seguinte desvantagem:
- A)A instituição deixa de demonstrar que valoriza e reconhece seus talentos.
Errada, porque valorizar talentos internos é justamente uma vantagem do recrutamento interno, não uma desvantagem.
- B)A manutenção do status quo, reduzindo a possibilidade de inovação e novas ideias na organização.
Certa, pois o recrutamento interno pode manter a empresa presa aos mesmos padrões, reduzindo inovação e novas ideias.
- C)Desvalorização dos empregados do quadro da organização, oferecendo oportunidades de crescimento.
Errada, porque oferecer oportunidades de crescimento não desvaloriza os empregados; ao contrário, tende a valorizá-los.
- D)O conhecimento prévio do perfil e do desempenho do empregado, o que oferece menos segurança ao processo.
Errada, porque conhecer previamente o perfil e o desempenho do empregado aumenta a segurança da escolha, e não reduz.
Gabarito: B
Recrutamento interno é quando a organização busca preencher vagas com pessoas que já fazem parte do seu quadro. É uma estratégia comum porque costuma reduzir custos, acelerar o preenchimento e aproveitar o conhecimento que a empresa já tem sobre o empregado. Em provas, isso aparece muito como vantagem versus desvantagem do processo. Mas nem tudo são flores: quando a empresa olha só para dentro, ela pode acabar repetindo os mesmos perfis, as mesmas ideias e os mesmos hábitos. A organização fica mais confortável, porém menos oxigenada. Em outras palavras, o recrutamento interno pode reforçar o status quo, diminuindo a entrada de visões novas e, com isso, reduzindo a inovação. É exatamente isso que a alternativa B descreve. A manutenção do status quo é uma desvantagem clássica do recrutamento interno, porque a circulação de novas experiências e competências de fora tende a ser menor. Na doutrina de Gestão de Pessoas, essa limitação é apontada como um risco do modelo, ao lado da possível disputa interna e do efeito de frustração para quem não é promovido. Não existe uma regra legal específica que obrigue a empresa a usar recrutamento interno ou externo; isso é uma decisão de gestão. O que a teoria costuma destacar é o equilíbrio entre eficiência e renovação: interno economiza tempo e dinheiro, mas externo traz diversidade e novas ideias.