Em relação ao processo de recrutamento e seleção de pessoas, quando o mercado de trabalho está, predominantemente, em situação de oferta de empregos (demanda por mão de obra maior que oferta de mão de obra), as organizações apresentam as seguintes características, EXCETO:
- A)Intensificação dos investimentos em treinamentos.
Correta, porque em cenário de escassez de mão de obra a empresa tende a investir mais em treinamento para desenvolver e reter pessoas.
- B)Maior atenção para as pessoas e orientação para o seu bem-estar
Correta, pois a disputa por profissionais faz a organização valorizar mais as pessoas e seu bem-estar para conseguir atraí-las e mantê-las.
- C)Ênfase em políticas de fixação de pessoal e em recrutamento interno.
Correta, já que políticas de fixação de pessoal e recrutamento interno ajudam a segurar talentos quando há muita demanda por trabalhadores.
- D)Redução ou congelamento dos investimentos em benefícios sociais e aumento das exigências aos candidatos às vagas.
Errada, porque reduzir benefícios e aumentar exigências é postura incompatível com um mercado em que a empresa precisa atrair mão de obra com mais flexibilidade e atratividade.
- E)Criatividade na adoção de políticas para reduzir a rotatividade de mão de obra e intensificação dos investimentos em recrutamento.
Correta, porque a alta rotatividade exige ações criativas de retenção e mais investimento em recrutamento para preencher vagas com rapidez.
Gabarito: D
Quando o mercado de trabalho está em oferta de empregos, significa que há mais vagas do que pessoas disponíveis para ocupá-las. Nesse cenário, a balança fica inclinada para o candidato: ele escolhe mais, negocia mais e a organização precisa se esforçar para atrair e manter talentos. Por isso, empresas costumam reforçar recrutamento, seleção, retenção e até o bem-estar interno, para não perder gente boa para a concorrência. Nessa lógica, faz sentido aumentar investimentos em treinamento, criar políticas de fixação de pessoal, fortalecer o recrutamento interno e até ser mais criativo para reduzir a rotatividade. Tudo isso é reação típica de quem está disputando mão de obra no mercado. É quase um "quem piscar primeiro perde". A alternativa errada é a que fala em reduzir ou congelar benefícios sociais e aumentar exigências aos candidatos. Em um mercado aquecido para o trabalhador, esse tipo de postura tende a piorar a atração de pessoas, porque a organização precisa seduzir, não espantar. A doutrina de Gestão de Pessoas, como em Chiavenato, trata exatamente dessa adaptação das práticas de RH conforme a relação entre oferta e demanda no mercado de trabalho.