Tendo em vista que, para Chiavenato, os behavioristas visualizavam a organização como um sistema que recebe contribuições dos participantes, assinale a opção correta à luz da teoria do equilíbrio organizacional.
- A)A organização é um sistema de comportamentos sociais dissociados de várias pessoas que dela participam.
Errada, porque a organização não é vista como um conjunto de comportamentos sociais dissociados, mas como um sistema de cooperação e troca entre participantes.
- B)A utilidade dos incentivos refere-se ao valor/utilidade que os indivíduos que integram o sistema organizacional enxergam nos incentivos de maneira genérica e uniforme.
Errada, porque a utilidade dos incentivos não é genérica nem uniforme: depende da percepção de valor de cada indivíduo.
- C)São incentivos dos participantes da organização: o trabalho, a dedicação, o desempenho, a assiduidade e a pontualidade.
Errada, porque trabalho, dedicação, desempenho, assiduidade e pontualidade são contribuições dos participantes, não incentivos.
- D)Os fornecedores contribuem com dinheiro ou capital na forma de ações, empréstimos e financiamentos.
Errada, porque fornecedores não são definidos assim nessa teoria; dinheiro, capital, ações e empréstimos são exemplos de contribuições de investidores ou financiadores, não uma classificação de fornecedores.
- E)O participante manterá sua participação na organização enquanto as recompensas que lhe são oferecidas forem iguais ou maiores que as contribuições que lhe são exigidas.
Certa, porque o participante tende a permanecer na organização enquanto perceber que as recompensas recebidas compensam, no mínimo, as contribuições exigidas.
Gabarito: E
A teoria do equilíbrio organizacional, associada a Barnard e Simon e muito cobrada por Chiavenato, parte de uma ideia simples: a organização funciona porque existe troca entre o que ela pede e o que oferece. Em outras palavras, as pessoas entram, permanecem e contribuem enquanto percebem que vale a pena. Nada de magia administrativa: é conta de chegar e de sair, só que em vez de dinheiro, entram recompensas, incentivos e esforços. Nesse modelo, o participante compara o que entrega à organização - como trabalho, dedicação, assiduidade, desempenho e pontualidade - com o que recebe em troca, como salário, reconhecimento, benefícios, status e oportunidades. Se a balança fica favorável, ele tende a continuar. Se o saldo vira contra ele, a permanência fica ameaçada. É justamente isso que a alternativa E descreve: o participante mantém sua participação enquanto as recompensas oferecidas forem iguais ou maiores que as contribuições exigidas. Essa é a lógica do equilíbrio organizacional, em que a sobrevivência da relação depende da percepção de compensação adequada. As demais opções misturam conceitos ou invertem papéis. A banca gosta muito dessa troca de incentivos por contribuições, então vale lembrar: na teoria do equilíbrio, o foco não é apenas no que a organização quer, mas no que ela devolve para manter o participante engajado.