No que se refere à sustentabilidade corporativa, uma organização se enquadra como socialmente equitativa quando
- A)perdoa o inadimplemento de seus fornecedores.
Errada, porque perdoar inadimplemento de fornecedores não define equidade social e pode até prejudicar a gestão responsável da cadeia de valor.
- B)não permite a ingerência da comunidade nas atividades da empresa.
Errada, porque a sustentabilidade corporativa valoriza diálogo com a comunidade, e não o isolamento da empresa.
- C)rechaça de pronto a acusação de desvios éticos que envolvam a relação da organização com seus fornecedores.
Errada, porque uma organização socialmente responsável não deve fechar os olhos para possíveis desvios éticos em suas relações com fornecedores.
- D)oferece salários justos e boas condições de trabalho a seus colaboradores.
Certa, porque salários justos e boas condições de trabalho são sinais típicos de justiça social e respeito aos colaboradores.
Gabarito: D
Quando a banca fala em sustentabilidade corporativa, ela costuma puxar a ideia do triple bottom line: resultado econômico, cuidado ambiental e responsabilidade social. Na parte social, a organização precisa tratar bem as pessoas que fazem a empresa funcionar e também respeitar a comunidade ao redor, sem praticar exploração, discriminação ou relações de trabalho precárias. Ser socialmente equitativa, portanto, é agir com justiça social dentro da empresa. Isso envolve salários justos, condições dignas de trabalho, respeito aos direitos dos colaboradores e práticas que reduzam desigualdades. Em outras palavras: não basta lucrar, é preciso lucrar sem deixar um rastro de injustiça no caminho. Por isso o gabarito é a letra D. Oferecer salários justos e boas condições de trabalho é exatamente o comportamento esperado de uma organização socialmente equitativa. Esse entendimento conversa com princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho, além da lógica de responsabilidade social corporativa adotada na doutrina. As demais alternativas fogem dessa ideia, porque falam em perdoar dívidas de fornecedores, impedir participação da comunidade ou negar apuração de desvios éticos. Nada disso traduz equidade social; soa mais como confusão conceitual mesmo.