Antônio e Edith são professores do ensino fundamental I e tiveram a ideia de desenvolver uma semana de atividades sobre a velhice. Diante de sua proposta, alguns pais de alunos se mobilizaram de forma contrária, alegando que as crianças são muito pequenas para ter acesso a informações sobre isso. De acordo com o Estatuto da Pessoa Idosa:
- A)esse e outros temas sensíveis só podem ser abordados no ensino médio;
Errada, porque o Estatuto não limita esse tema ao ensino médio; ele permite e estimula sua abordagem na educação básica.
- B)os pais devem autorizar que esses conteúdos sejam ministrados aos seus filhos em tão tenra idade;
Errada, porque não há exigência de autorização dos pais para a escola tratar do tema no contexto pedagógico previsto em lei.
- C)as crianças não devem ser expostas a informações sobre velhice e decrepitude, segundo pesquisas sobre a primeira infância;
Errada, porque o Estatuto não manda evitar informações sobre velhice; ao contrário, busca combater o preconceito e valorizar a pessoa idosa.
- D)as atividades podem acontecer como parte de estratégias para eliminação do preconceito e produção de conhecimentos sobre a matéria;
Certa, porque o Estatuto prevê atividades e conteúdos voltados ao envelhecimento como forma de eliminar preconceitos e produzir conhecimento.
- E)as discussões sobre o tema de envelhecimento só devem ser ofertadas a partir do ensino fundamental II, pois remetem à finitude da vida, o que demanda maturidade dos discentes.
Errada, porque a lei não condiciona o debate sobre envelhecimento ao ensino fundamental II nem usa esse critério de maturidade escolar.
Gabarito: D
O Estatuto da Pessoa Idosa não trata o envelhecimento como assunto proibido para crianças. Pelo contrário: ele incentiva que o tema apareça na educação básica justamente para formar cidadania, respeito e convivência sem preconceito. Em vez de esconder a velhice como se fosse um assunto “muito sério para os pequenos”, a lei quer que a escola ajude a desmistificar o envelhecimento desde cedo. O fundamento está no Estatuto da Pessoa Idosa, que prevê a inclusão de conteúdos sobre o processo de envelhecimento, o respeito e a valorização da pessoa idosa nos currículos e nas atividades escolares, como estratégia de eliminação do preconceito. A ideia é simples: conhecimento combate estereótipo. Quando a escola trabalha o tema, ela não assusta a criança, ela educa o olhar. Por isso, a proposta de Antônio e Edith é compatível com o Estatuto. Fazer uma semana de atividades sobre a velhice pode integrar ações pedagógicas de sensibilização, produção de conhecimento e enfrentamento do etarismo. A banca FGV costuma cobrar exatamente isso: a leitura correta da lei, sem inventar restrições que o texto legal não colocou. Em resumo: o Estatuto estimula a abordagem do envelhecimento na escola, não sua censura. A resposta correta é a que associa essas atividades à eliminação do preconceito e à construção de conhecimento sobre o tema.