João, um aluno com deficiência visual, enfrenta dificuldades na escola. Apesar dos pedidos repetidos de João e de sua família por recursos em áudio ou em Braille à escola, o professor insistiu em usar apenas materiais impressos, argumentando que adaptar os recursos seria muito trabalhoso. Segundo o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), a postura do professor na situação acima representa uma barreira
- A)psicológica.
Errada, porque barreira psicológica não é a categoria usada pelo Estatuto para descrever essa conduta do professor.
- B)comunicacional.
Errada, pois a situação não envolve dificuldade de comunicação em si, mas resistência do docente em adaptar o ensino.
- C)pedagógica.
Errada, já que o caso não trata de metodologia pedagógica inadequada, e sim da postura de recusa em promover acessibilidade.
- D)atitudinal.
Certa, porque a recusa do professor em adaptar os materiais revela uma barreira atitudinal, ligada à conduta e ao preconceito ou descaso na inclusão.
- E)tecnológica.
Errada, porque não se trata de falta de tecnologia, mas da negativa em fornecer recursos acessíveis já solicitados.
Gabarito: D
A Lei 13.146/2015 trabalha com a ideia de remover obstáculos que atrapalham a participação plena da pessoa com deficiência. Entre essas barreiras estão as atitudinais, que aparecem quando a conduta de alguém, por preconceito, descaso, resistência ou falta de adaptação, impede o exercício de direitos. Aqui, o professor sabe da necessidade do aluno, mas se recusa a adaptar o material e insiste em manter tudo do mesmo jeito, como se a dificuldade fosse do estudante e não da escola. Isso é o retrato clássico de barreira atitudinal: o problema está na postura humana, não no corpo da pessoa. A lei também valoriza a acessibilidade e a oferta de recursos adequados, como Braille e formatos acessíveis, então negar isso vai contra o dever de inclusão.