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Direitos Humanos · VUNESP · 2023

Questão comentada de Direitos Humanos

O caso Gomes Lund e Outros vs Brasil (“Guerrilha do Araguaia”) consistiu em uma demanda protocolada, em 7 de agosto de 1995, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que, por sua vez, a submeteu à apreciação e ao julgamento da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), em 26 de março de 2009. Com relação ao referido caso, é correto afirmar que

Gabarito: E

O caso Gomes Lund e Outros vs. Brasil, conhecido como Guerrilha do Araguaia, foi julgado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em 2010 e virou um marco clássico sobre anistia, desaparecimento forçado e dever de investigar. A Corte entendeu que o Estado brasileiro não podia usar a Lei de Anistia para bloquear a apuração, o julgamento e a punição dos responsáveis por graves violações de direitos humanos. Em linguagem simples: anistia não pode virar uma espécie de “passe livre” para crimes que o Direito Internacional não aceita esquecer. No ponto central da decisão, a Corte afirmou a incompatibilidade da Lei 6.683/79 com a Convenção Americana de Direitos Humanos, especialmente porque ela impedia a investigação e a responsabilização pelos fatos ligados à repressão no Araguaia. Por isso, a norma interna não poderia continuar produzindo esse efeito de blindagem. É a lógica do controle de convencionalidade, que exige compatibilizar o direito interno com os tratados de direitos humanos ratificados pelo Brasil. Já no STF, na ADPF 153, o Supremo manteve a validade da Lei de Anistia e entendeu, naquele momento, que ela havia sido fruto de um pacto político de transição. Ou seja, houve choque entre as duas Cortes: a interna preservando a anistia e a Corte IDH afastando sua გამოყენação para impedir a responsabilização penal e a investigação. Por isso, a alternativa E está correta: ela descreve a declaração de inconvencionalidade da Lei de Anistia pela Corte IDH e o conflito com a decisão do STF, que julgou constitucional a Lei 6.683/79. Em prova, lembre: no caso Araguaia, a Corte Interamericana foi firme na ideia de que graves violações de direitos humanos não podem ficar escondidas atrás da anistia.

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