De acordo com a declaração de Salamanca, a integração de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais seria mais efetiva e bem-sucedida, se consideração especial fosse dada a planos de desenvolvimento educacional nas seguintes áreas:
- A)Educação infantil, preparação para a vida adulta, educação de meninas.
Correta, porque a Declaração de Salamanca menciona educação infantil, preparação para a vida adulta e educação de meninas como áreas importantes para uma integração mais efetiva.
- B)Educação de jovens e adultos, educação inclusiva de crianças, orientação profissional para o mundo do trabalho.
Errada, porque mistura educação de jovens e adultos com uma formulação que não corresponde aos eixos citados em Salamanca.
- C)Educação de meninos, educação iniciada em creches, atendimento especializado em salas especiais.
Errada, porque valoriza atendimento em salas especiais e segmentação por sexo/deficiência, o que contraria a lógica inclusiva da declaração.
- D)Criação de cursos especiais para o ensino da língua portuguesa, ensino fundamental de 1ª a 4ª séries, educação diferenciada por tipos de deficiências.
Errada, porque traz recortes excessivamente específicos e segregadores, como ensino por tipos de deficiência, que não refletem a proposta de inclusão.
- E)Educação especial, educação bilíngue, preparação para educação profissional.
Errada, porque embora use termos ligados à educação especial, não reproduz as áreas de desenvolvimento educacional apontadas pela Declaração de Salamanca.
Gabarito: A
A Declaração de Salamanca, de 1994, é um marco da educação inclusiva. A ideia central é simples: a escola deve se adaptar ao aluno, e não o aluno à escola. Por isso, quando fala em integração de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais, a declaração aponta áreas de planejamento educacional que facilitam a participação plena e o desenvolvimento ao longo da vida. Entre essas áreas, a Salamanca destaca a educação infantil, a preparação para a vida adulta e a educação de meninas. Isso faz sentido porque a inclusão começa cedo, precisa continuar na transição para a vida adulta e também exige atenção especial a grupos historicamente mais vulneráveis, como as meninas com deficiência, que muitas vezes sofrem dupla exclusão. É justamente por isso que o gabarito é a letra A. Ela reúne três frentes coerentes com a lógica inclusiva da declaração: começar cedo, preparar para a autonomia futura e combater desigualdades de acesso. As demais alternativas trazem elementos que destoam da proposta de educação inclusiva, como classes especiais, diferenciações por deficiência ou foco restrito em segmentos que não aparecem como eixo da declaração. Na prática, Salamanca é lembrada porque reforça a escola inclusiva como regra, e não como exceção. É um documento muito cobrado em concursos justamente por essa virada de chave: inclusão com apoio, participação e acesso ao currículo comum.