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Direitos Humanos · MPM · 2021

Questão comentada de Direitos Humanos

O RESPEITO ÀS GARANTIAS JUDICIÁRIAS SÃO DIREITOS FUNDAMENTAIS A SEREM PRESERVADOS TANTO EM TEMPO DE PAZ QUANTO EM TEMPO DE GUERRA. OS TRATADOS DE DIREITO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS E DE DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO TRAZEM DISPOSIÇÕES EXPRESSAS NESSE SENTIDO AS QUAIS SÃO REFLETIDAS NO ESTATUTO DE ROMA DO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL. NESSE CONTEXTO, ANALISE AS PROPOSIÇÕES ABAIXO E ASSINALE A RESPOSTA INCORRETA:

Gabarito: D

O Estatuto de Roma incorpora uma ideia central dos direitos humanos e do direito humanitário: mesmo em guerra, o acusado não perde o básico do devido processo legal. Por isso, há regras sobre julgamento justo, tribunal regularmente constituído, presunção de inocência e garantias mínimas de defesa, especialmente nos crimes de guerra previstos no artigo 8 do Estatuto e nos tratados humanitários que ele espelha. Na questão, as alternativas A, B e C dialogam com essas garantias e com a lógica de complementaridade do TPI: antes de atuar, o Tribunal verifica se o Estado realmente investigou e processou, sem maquiagem processual, sem demora injustificada e com independência e imparcialidade. Isso é bem a cara do artigo 17 do Estatuto de Roma. A pegadinha está na letra D. O acusado no Tribunal Penal Internacional não tem uma liberdade irrestrita de escolher se comparece ou não ao julgamento. O Estatuto prevê o julgamento na presença do acusado, e a participação por videoconferência só pode ocorrer em hipóteses excepcionais e com controle do Tribunal, não como um direito de escolha absoluto. Então a frase erra ao transformar uma possibilidade excepcional em prerrogativa do réu. Em resumo: o TPI protege fortemente as garantias judiciais, mas isso não significa que o acusado possa simplesmente optar por faltar ao próprio julgamento. Em prova, desconfie quando a banca trocar uma regra excepcional por um suposto "direito" amplo demais.

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