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Direitos Humanos · FGV · 2022

Questão comentada de Direitos Humanos

Paulo, 26 anos, tem diagnóstico de psicose e buscou apoio no consultório do médico psiquiatra Antônio, que já o acompanhava anteriormente, demandando internação psiquiátrica. Após duas semanas, Paulo solicitou sua alta hospitalar, considerando que já se percebia melhor. Com relação à Lei nº 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, podemos afirmar que

Gabarito: C

A Lei nº 10.216/2001 organiza a internação psiquiátrica em modalidades diferentes, e isso muda tudo na hora da prova. A internação voluntária acontece com o consentimento da própria pessoa, ou seja, o paciente aceita o tratamento e não está sendo internado contra a vontade. Já na internação involuntária, falta esse consentimento, e na compulsória há ordem judicial. No caso narrado, Paulo buscou apoio e demandou a internação, o que aponta para internação voluntária. Nessa hipótese, a lei exige um cuidado formal simples, mas muito cobrado: no momento da admissão, o paciente deve assinar uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. Esse é exatamente o ponto da alternativa C. Outro detalhe importante: a alta não fica necessariamente presa só ao médico quando a internação é voluntária. Em regra, o próprio paciente pode solicitar a alta, porque a lógica do regime é justamente respeitar sua vontade enquanto houver capacidade para decidir. Por isso, a banca costuma misturar os conceitos de internação voluntária e involuntária para ver se você tropeça no básico. Resumo de prova: se houve consentimento do paciente, pense em internação voluntária e lembre da declaração assinada na admissão, prevista na Lei 10.216/2001.

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