A figura do educador/cuidador residente, segundo o documento Orientações Técnicas: serviços de acolhimento para Crianças e Adolescentes (2009) refere-se, especificamente,
- A)à pessoa ou casal que reside juntamente com as crianças/adolescentes no serviço de acolhimento estruturado na modalidade de casa-lar.
Certa, porque o educador/cuidador residente é justamente a pessoa ou casal que mora com os acolhidos na modalidade de casa-lar.
- B)à referência principal da criança ou adolescente quando inseridos em medida de acolhimento familiar e comunitário.
Errada, porque descreve acolhimento familiar, e não a figura específica do educador/cuidador residente em serviço de acolhimento.
- C)ao profissional da equipe mínima de qualquer modalidade de acolhimento institucional cuja tarefa principal é servir de referência afetiva estável aos acolhidos.
Errada, porque não se trata de um profissional genérico da equipe mínima de qualquer modalidade, mas de uma função ligada à casa-lar.
- D)ao profissional cuja formação se promove mediante imersão nas rotinas de um serviço de acolhimento.
Errada, porque a definição não é sobre formação por imersão, e sim sobre a pessoa ou casal que reside no serviço com as crianças e adolescentes.
- E)à figura central da modalidade de acolhimento na qual as crianças permanecem provisoriamente na residência de cuidadores voluntários sob supervisão da rede assistencial.
Errada, porque mistura acolhimento familiar com a ideia de cuidadores voluntários, o que não corresponde ao conceito técnico cobrado.
Gabarito: A
O documento Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes (2009) organiza as modalidades de acolhimento e define os papéis de cada profissional ou responsável. Quando ele fala em educador/cuidador residente, está se referindo à pessoa ou ao casal que mora junto com as crianças e adolescentes em uma casa-lar, exercendo cuidado cotidiano e convivência permanente. A ideia aqui não é apenas trabalhar no serviço, mas viver no próprio espaço de acolhimento, como referência estável no dia a dia. Esse ponto é importante porque a casa-lar tem uma dinâmica mais próxima de ambiente familiar, com menor número de acolhidos e maior continuidade de vínculos. Por isso, o educador/cuidador residente não é um profissional genérico de qualquer abrigo, nem a figura típica do acolhimento familiar. Ele é característico dessa modalidade específica. Em provas, a banca gosta de trocar os nomes das modalidades: casa-lar, abrigo institucional, acolhimento familiar, residência inclusiva. Se você confundir a forma de acolhimento, erra a função junto. Aqui, o verbo-chave é "reside": quem reside com as crianças e adolescentes no serviço é o educador/cuidador residente. Logo, o gabarito A está correto porque traduz exatamente a definição técnica do documento de 2009, associando essa figura à casa-lar e à convivência cotidiana com os acolhidos.