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Direito Urbanístico · IVIN · 2023

Questão comentada de Direito Urbanístico

O Município de Tibério Serra editou lei determinando que a partir do exercício de 20x1 seriam aplicadas a todos os imóveis dos bairros que especificava novas regras sobre a incidência do imposto sobre propriedade predial e territorial urbana (IPTU). Nestas regras, eram previstas condições, as quais, se desatendidas, gerarão uma progressividade na alíquota do IPTU incidente sobre o bem. De acordo com as disposições da Lei nº 10.257/2001 (Estatuto das Cidades) e considerando a situação hipotética narrada, assinale a alternativa correta:

Gabarito: D

Aqui a banca cobrou o IPTU progressivo no tempo, que é um instrumento de política urbana previsto no Estatuto da Cidade, nos arts. 5º a 8º da Lei 10.257/2001. A lógica é simples: se o imóvel urbano não cumpre a função social e o proprietário não atende às exigências de parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, o Município pode subir a alíquota do IPTU de forma progressiva ao longo do tempo. O ponto-chave é que essa cobrança não é livre nem eterna. O art. 7º do Estatuto da Cidade autoriza a majoração anual da alíquota por até 5 anos consecutivos, respeitando o teto de 15%. Se mesmo assim o imóvel continuar descumprindo a função social, o Município pode avançar para outras medidas previstas na legislação, como a desapropriação com pagamento em títulos, nos termos do art. 8º. Por isso, a alternativa D está correta: ela reproduz exatamente o limite temporal de 5 anos e o teto de 15% fixados em lei. A banca gosta desse detalhe porque muita gente mistura o IPTU progressivo no tempo com aumento comum de IPTU ou inventa prazos e percentuais que não existem. Em resumo: o Estatuto da Cidade dá base legal, sim, para o IPTU progressivo no tempo, mas dentro de regras bem específicas. Não é para virar um "IPTU infinito" nem para o Município escolher qualquer prazo ou alíquota no impulso.

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