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Direito Tributário · VUNESP · 2023

Questão comentada de Direito Tributário

Acerca do direcionamento da execução fiscal contra sócios e administradores de sociedade executada com fundamento na dissolução irregular e na respectiva responsabilidade tributária daqueles, é correto afirmar, de acordo com o entendimento das Cortes Superiores, que:

Gabarito: D

A execução fiscal não pode ser redirecionada ao sócio ou administrador só porque a empresa não pagou o tributo. No Direito Tributário, inadimplemento por si só não gera responsabilidade pessoal de quem dirige a sociedade. O que pode autorizar o redirecionamento, segundo o CTN, é a prática de atos com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos, especialmente quando há dissolução irregular da pessoa jurídica. As Cortes Superiores consolidaram que, se a empresa some do seu domicílio fiscal sem comunicação aos órgãos competentes, isso é indício de dissolução irregular e permite redirecionar a execução contra quem exercia a administração na época em que a irregularidade se configurou. Em outras palavras, o foco não é a data do fato gerador, mas a situação da empresa quando ocorreu a dissolução irregular. Por isso, a alternativa D está correta: o redirecionamento pode atingir o sócio ou terceiro não sócio com poderes de administração no momento em que a dissolução irregular se configurou ou foi presumida, ainda que essa pessoa não estivesse na gerência quando ocorreu o fato gerador. Esse é o entendimento do STJ, aplicado com base no art. 135, III, do CTN. Resumo de prova: tributo não pago não basta; precisa haver fundamento de პასუხისმგabilidade pessoal, e a dissolução irregular é a porta de entrada clássica para o redirecionamento. A banca gosta de trocar a data do fato gerador pela data da dissolução irregular para confundir você.

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