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Direito Tributário · VUNESP · 2022

Questão comentada de Direito Tributário

O Município “X” pretende passar a cobrar determinada quantia em dinheiro dos cidadãos interessados em explorar atividade comercial em áreas públicas pré-estabelecidas, tais como parques, praças e calçadas em contrapartida à utilização exclusiva desses espaços. A respeito dessa situação hipotética, é correto afirmar, com base na legislação tributária nacional, que

Gabarito: E

A ideia central aqui é separar tributo de preço público. Tributo, no art. 3º do CTN, é prestação compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa vinculada. Já o preço público nasce de uma relação contratual ou de uso facultativo de um bem ou serviço estatal, sem aquela cara de imposição tributária. No caso da questão, o Município quer cobrar de quem tiver interesse em explorar atividade comercial em áreas públicas pré-estabelecidas, como parques, praças e calçadas, em troca da utilização exclusiva desses espaços. Repare no ponto-chave: o cidadão só paga se quiser usar o espaço nessas condições. Não é uma cobrança compulsória geral, mas uma contraprestação pelo uso especial do bem público. Por isso, a cobrança não tem natureza tributária. Ela se encaixa melhor como preço público, também chamado de tarifa em alguns contextos, e não como taxa ou contribuição. O STF diferencia preço público de taxa justamente quando há fruição facultativa de bem público ou serviço não compulsório. Em resumo: se o uso é opcional e há contraprestação específica, pense em preço público. Se fosse tributo, a lógica seria outra, com compulsoriedade e vinculação à hipótese de incidência prevista em lei. Aqui, o gabarito E está correto porque a própria situação descreve uma cobrança pela utilização não compulsória de bem público.

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