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Direito Tributário · Instituto Darwin · 2023

Questão comentada de Direito Tributário

Do IR e IPI; 48% do produto da arrecadação desses impostos pela União é dividido da seguinte forma: I. 21,5% para o Fundo de Participação dos Estados – FPE, que é dividido entre as unidades federadas, observando-se critérios da legislação; II. 22,5% para o Fundo de Participação dos Municípios – FPM, que é distribuído aos Municípios, observados alguns critérios da legislação. Essa constitui a principal fonte de arrecadação da maioria dos Municípios do Brasil; III. 3,0% para os programas de financiamento do setor produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Do total que cabe ao Nordeste, 25% é destinado à região semiárida; IV. 5% ao Fundo de Participação dos Municípios, que será entregue no primeiro decênio do mês de dezembro de cada ano; Estão CORRETOS:

Gabarito: A

Aqui a ideia central é a repartição constitucional de receitas tributárias. O IR e o IPI são impostos federais, mas a Constituição manda a União repartir parte do produto da arrecadação com Estados e Municípios. O ponto clássico cobrado em prova está no art. 159, I, da CF: 21,5% para o FPE e 22,5% para o FPM. Esses percentuais são os famosos repasses automáticos, com critérios legais de distribuição. No FPE, a divisão entre os Estados segue parâmetros definidos em lei complementar. No FPM, a lógica também é legal, e ele realmente é uma das maiores fontes de receita de muitos municípios. Então os itens I e II estão alinhados com a Constituição. O item III tenta misturar uma informação real com um detalhe perigoso. Existe, sim, a destinação de 3% para programas de financiamento do setor produtivo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas a redação cobrada em concursos costuma exigir precisão total, e a questão trouxe uma formulação que não se encaixa corretamente no comando apresentado. Já o item IV erra ao falar em 5% e em prazo de entrega, porque isso não corresponde à repartição constitucional do produto do IR e do IPI. Conclusão: a banca acertou ao considerar apenas os itens I e II como corretos. Quando a prova cobra repartição tributária, o segredo é decorar a espinha dorsal do art. 159 da Constituição e desconfiar de qualquer número que pareça "quase igual". Em concurso, o "quase" costuma ser a pegadinha favorita.

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