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Direito Tributário · FGV · 2023

Questão comentada de Direito Tributário

O ouro recebe dois tratamentos tributários diferentes: como mercadoria e como ativo financeiro. Tratado como ativo financeiro, o imposto incidente e o percentual de valores arrecadados que fica com o Estado de origem são, respectivamente:

Gabarito: B

O ouro pode aparecer no Direito Tributário com duas “fantasias” diferentes: mercadoria, ou ativo financeiro/instrumento cambial. Quando ele é tratado como ativo financeiro, ele sai da lógica do ICMS e entra na lógica do IOF, porque a própria Constituição faz essa escolha no art. 153, V, e no art. 153, parágrafo 5o. A ideia é simples: se o ouro está sendo usado como investimento ou meio cambial, ele não é visto como uma mercadoria comum. Nesse cenário, o tributo incidente é o IOF, e não o ICMS. É uma regra constitucional bem específica, daquelas que a banca gosta de cobrar para testar se você sabe separar “mercadoria” de “ativo financeiro”. Quanto à partilha da arrecadação, a Constituição prevê que, nessa hipótese, parte do que foi arrecadado é transferida ao ente federativo de origem. No recorte cobrado pela questão, o Estado de origem fica com 30% dos valores arrecadados. Por isso, a alternativa B está correta: IOF + 30% para o Estado. Então, se você viu “ouro como ativo financeiro”, pense direto em IOF. Se viu “ouro como mercadoria”, aí a conversa muda e entra ICMS. Essa é a chave da questão.

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