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Direito Tributário · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Tributário

O Imposto sobre transmissão causa mortis e doação de bem ou direito (ITCMD) é um tributo de competência estadual. Com relação ao ITCMD, analise as afirmativas a seguir. I. A contagem do prazo decadencial do imposto, no caso de doação não declarada pelo contribuinte ao fisco estadual, tem início no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. II. Compete ao Estado fixar as alíquotas máximas do imposto. III. Suas alíquotas poderão ser progressivas em função do quinhão que cada herdeiro efetivamente receber. Está correto o que se afirma em

Gabarito: C

O ITCMD é aquele imposto que aparece quando há herança ou doação, e a CF deixa a competência para os Estados e o DF, mas com algumas travas importantes. A primeira delas é a alíquota máxima: quem fixa é o Senado Federal, não o Estado. Isso já derruba a afirmativa II, porque o Estado pode até escolher a alíquota dentro do teto, mas não criar o teto sozinho. Na afirmativa I, a banca puxou a regra de decadência do CTN, art. 173, I: se a doação não foi declarada ao fisco, a contagem do prazo decadencial começa no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Em português claro: o relógio não começa a correr no susto, mas no início do ano seguinte. Já a afirmativa III está correta porque o ITCMD pode ser progressivo em função do quinhão, do legado ou da doação recebida, conforme autoriza o art. 155, §1º, I, da CF. O STF também já consolidou essa possibilidade, afastando a ideia de que imposto sobre transmissão hereditária ou doação teria de ser sempre linear. Então o gabarito C faz sentido: I e III estão certas, e a II está errada. É uma questão clássica de CF + CTN, daquelas em que a banca mistura competência, alíquota e decadência para ver se você escorrega no detalhe.

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