← Questões de Direito Tributário

Direito Tributário · FCC · 2022

Questão comentada de Direito Tributário

Um gestor público estadual teve suas contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado, que o condenou ao pagamento de multa e à reposição de determinado valor ao erário. Esgotadas as providências administrativas cabíveis, o processo é atribuído ao Procurador do Estado, para promover as medidas judiciais pertinentes em face do gestor condenado. Nesse caso, o Procurador do Estado deve ajuizar

Gabarito: C

Quando o Tribunal de Contas imputa débito ou aplica multa, o resultado pode virar título executivo e ser cobrado judicialmente. Nessa situação, o caminho normal não é ação ordinária de cobrança nem monitória: o Estado usa a execução fiscal, com base na Lei 6.830/1980, porque já existe um crédito definido em decisão do órgão de contas. A lógica é simples: se o Tribunal de Contas apurou a responsabilidade do gestor e fixou multa e reposição ao erário, a Administração não precisa “rediscutir tudo do zero” em uma ação comum. Ela parte para a cobrança executiva, que é mais rápida e adequada para crédito já constituído. O prazo prescricional também segue a regra geral de cobrança da Fazenda Pública, que é de 5 anos. Em prova, a banca adora confundir você com ação ordinária, monitória ou até com ideia de imprescritibilidade. Aqui, porém, estamos falando de cobrança de multa e de débito fixados pelo Tribunal de Contas, então vale o prazo quinquenal. Por isso, o gabarito é a letra C: execução fiscal, observado o prazo prescricional de cinco anos. A jurisprudência do STJ é firme no sentido de que multa aplicada por Tribunal de Contas é cobrável por execução fiscal, aplicando-se a prescrição quinquenal.

Continue treinando

Questões relacionadas