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Direito Tributário · FAU · 2022

Questão comentada de Direito Tributário

Contribuinte cometeu uma infração tributária no mês de outubro de 2022 devendo promover o recolhimento do tributo e encargos de mora, estando sujeito a aplicação de multa pela falta cometida. No início do mês de novembro de 2022 procurou a Administração Tributária do Município para realizar a Denúncia Espontânea. Assinale a alternativa que está de acordo com a legislação:

Gabarito: C

A denúncia espontânea é uma forma de o contribuinte procurar o Fisco por iniciativa própria para confessar a infração e regularizar a situação. O ponto central está no artigo 138 do CTN: ela só funciona quando ocorre antes de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização relacionada à infração. Se o Fisco já deu o primeiro passo formal, a espontaneidade morreu ali mesmo, sem velório e sem milagre tributário. Na denúncia espontânea, o contribuinte deve pagar o tributo devido e os juros de mora, mas fica afastado da penalidade pecuniária. A lógica é estimular a autorregularização: quem se antecipa e confessa não sofre multa punitiva, embora continue responsável pelos encargos moratórios. Por isso o gabarito é a letra C. No enunciado, a iniciativa ocorreu no início de novembro de 2022, antes do recebimento da Notificação Preliminar da Fiscalização Tributária. Isso mantém a espontaneidade da confissão, permitindo o recolhimento do tributo com encargos de mora e sem multa. A jurisprudência do STJ também segue essa linha: uma vez iniciado procedimento fiscal apto a apurar a infração, a denúncia espontânea deixa de produzir seus efeitos. Resumo de prova: denúncia espontânea exige iniciativa do contribuinte, antes de qualquer ato fiscalizatório, com pagamento do tributo e juros, mas sem multa. Passou desse ponto, o benefício não entra em cena.

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