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Direito Processual Penal · VUNESP · 2022

Questão comentada de Direito Processual Penal

Em caso de prisão em flagrante, a autoridade policial procederá à oitiva das testemunhas que acompanharem o condutor e ao interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita. Caso não existam testemunhas presenciais do fato criminoso, que recai sobre o acusado,

Gabarito: D

Na prisão em flagrante, a autoridade policial faz um registro formal do que aconteceu: ouve o condutor, colhe a versão do preso e busca testemunhas para dar segurança ao auto. A ideia é simples: quanto mais elementos imediatos houver, mais confiável fica a documentação do flagrante. O ponto da questão está no artigo 304 do CPP. Ele determina que, se não houver testemunhas da infração, o auto de prisão em flagrante não fica travado nem depende de vítima, nem vira outra modalidade de prisão. Nessa hipótese, o auto pode ser lavrado com a assinatura de, pelo menos, duas pessoas que tenham testemunhado a apresentação do preso à autoridade. Perceba a lógica prática: a lei substitui a falta de testemunha do fato por testemunhas do momento da apresentação do preso. Isso evita que o flagrante perca validade só porque o crime aconteceu sem olhos humanos por perto - o que, convenhamos, não é nada raro. Por isso o gabarito é a letra D. Ela reproduz exatamente a solução legal do CPP para a ausência de testemunhas presenciais, mantendo a formalidade e a regularidade do auto de prisão em flagrante.

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