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Direito Processual Penal · OBJETIVA · 2023

Questão comentada de Direito Processual Penal

A violência contra a mulher exige medidas rápidas e incisivas. Nos termos da Lei nº 11.340/2006 — Lei Maria da Penha, verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar em Município que não é sede de comarca, o agressor será imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida pelo:

Gabarito: C

A Lei Maria da Penha não gosta de espera quando existe risco para a mulher. Por isso, a lei prevê uma medida urgente: afastar o agressor do lar, do domicílio ou do local de convivência quando houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da ofendida. Aqui a lógica é simples: proteger primeiro, discutir detalhes processuais depois. O ponto-chave da questão está no local: se o Município não é sede de comarca, a própria lei autoriza que a medida seja tomada pela autoridade policial. E, nesse caso, quem exerce essa função é o delegado de polícia. Isso está no art. 12-C da Lei nº 11.340/2006, incluído pela Lei nº 13.827/2019, que reforçou a atuação imediata da polícia em situações urgentes. Ou seja, não é preciso ficar aguardando uma decisão judicial para retirar o agressor do convívio da vítima quando a situação pede resposta rápida. A ideia do legislador foi exatamente evitar que a burocracia vire um risco a mais. Em prova, quando aparecer violência doméstica + urgência + município sem sede de comarca, pense na autoridade policial. Por isso o gabarito é a letra C: delegado de polícia. A banca cobra esse detalhe porque ele mistura proteção da vítima com competência para medida urgente, e esse é o tipo de combinação que adora aparecer em concurso.

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