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Direito Processual Penal · MPM · 2021

Questão comentada de Direito Processual Penal

INSTAURADA AÇÃO PENAL POR CRIME CONTRA A HONRA NO JUÍZO DE 1º GRAU, SENDO OFENDIDO OFICIAL-GENERAL DA ATIVA DAS FORÇAS ARMADAS – PESSOA COM PRERROGATIVA DE FORO, UMA VEZ OPOSTA “EXCEPTIO VERITATIS” PELA DEFESA, O INCIDENTE:

Gabarito: D

Nos crimes contra a honra, a "exceptio veritatis" funciona como uma espécie de teste: a defesa diz que o fato imputado é verdadeiro e pede para provar isso. Só que, quando a pessoa ofendida tem prerrogativa de foro, essa discussão não fica parada no juízo de origem até o fim. Primeiro, o juiz onde a ação penal começou faz a instrução do incidente, ou seja, analisa se a prova da verdade pode ser admitida e colhe o necessário sobre o ponto. Depois disso, o incidente sobe para a instância competente da autoridade com prerrogativa de foro para ser julgado. É exatamente essa lógica que a alternativa D descreve: instrução no juízo de origem e, após admitido, remessa ao tribunal competente. A ideia é separar a colheita inicial da prova da decisão final sobre a matéria, respeitando o foro especial do ofendido. Esse entendimento aparece no CPP, nos arts. 523 a 526, e conversa com a lógica jurisprudencial de que a prerrogativa de foro atrai a apreciação final do incidente pela instância superior. Então, se você viu "ofendido com foro" e pensou que tudo seria automaticamente decidido no primeiro grau, a banca estava justamente querendo essa armadilha. Aqui, o processo começa embaixo, mas o incidente termina em cima.

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