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Direito Processual Penal · Instituto AOCP · 2022

Questão comentada de Direito Processual Penal

Teobaldo é papiloscopista responsável por colher dados biométricos de pessoas que se relacionam em um auto de inquérito policial que apura o homicídio de uma idosa por envenenamento. Dois dos filhos da vítima são os únicos investigados e estão em prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico. O delegado de polícia que preside a investigação pede agilidade a Teobaldo, pois precisa concluir o inquérito antes de findarem 10 (dez) dias. Sobre esses fatos, assinale a alternativa correta.

Gabarito: B

No inquérito policial, o prazo clássico do CPP está no art. 10: se o investigado estiver preso, o prazo para conclusão é de 10 dias; se estiver solto, é de 30 dias. Aqui, o detalhe que derruba a questão é este: prisão domiciliar com monitoramento eletrônico não é o mesmo que prisão preventiva cumprida em estabelecimento penal. Então, para fins de prazo do inquérito, os investigados não entram na regra dos 10 dias. Em outras palavras, o delegado até pode querer rapidez - investigador gosta de relógio correndo, mas a lei gosta mais ainda de prazo certo. Como os filhos da vítima estão em prisão domiciliar, o prazo aplicável não é o de preso em cárcere, e sim o de investigado sem essa prisão física em estabelecimento penal. Por isso, o gabarito é a letra B: o prazo para término do inquérito é de 30 dias. A alternativa usa a lógica correta do art. 10 do CPP, porque a prisão domiciliar não transforma automaticamente a situação em prisão preventiva em penitenciária para reduzir o prazo do inquérito. Resumo de prova: preso de verdade para o CPP, 10 dias; fora dessa hipótese, 30 dias. A banca gosta de testar se você confunde prisão domiciliar com prisão preventiva “normal”.

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