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Direito Processual Penal · IDECAN · 2022

Questão comentada de Direito Processual Penal

Em determinado processo criminal, foram realizadas sucessivamente as perícias X, Y e Z, sendo a última consequência direta da primeira. Caso a perícia X seja declarada nula pelo juiz, é possível afirmar que:

Gabarito: B

Quando uma prova nasce de outra prova ilícita ou nula, entra em cena a ideia de "frutos da árvore envenenada": se a origem está contaminada, o que dela depende pode cair junto. No processo penal, o CPP, no art. 157, trata exatamente da inadmissibilidade das provas ilícitas e das derivadas, salvo quando houver fonte independente ou quando a descoberta seria inevitável por outro caminho legítimo. Ou seja, não basta dizer que a prova seguinte foi feita depois: é preciso olhar se ela dependeu da anterior. No caso da questão, as perícias X, Y e Z foram feitas sucessivamente, e foi informado que a perícia Z decorreu diretamente da perícia X. Se X foi declarada nula, a consequência lógica é que Z também fica contaminada, porque sua existência probatória depende da primeira. Aqui vale a lógica da teoria dos frutos da árvore envenenada, muito cobrada em prova objetiva. Já a perícia Y não foi descrita como consequência direta de X. Então você não pode presumir, só pelo enunciado, que ela também será automaticamente anulada. A nulidade por derivação não é um contágio generalizado: ela atinge o que efetivamente depende da prova viciada. Por isso, a banca quer que você enxergue a ligação causal, e não apenas a ordem cronológica. Em resumo: anulada X, a derivada direta Z cai junto. É exatamente isso que torna o gabarito a letra B correta.

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