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Direito Processual Penal · FUNDATEC · 2023

Questão comentada de Direito Processual Penal

Ao orientar quanto às medidas protetivas de urgência que obrigam o agressor, tendo como referência a Lei nº 11.340/2006, o(a) assistente social em atendimento deve orientar que:

Gabarito: C

A Lei Maria da Penha traz medidas protetivas de urgência que podem ser impostas ao agressor para interromper o ciclo de violência e proteger a vítima sem esperar o processo andar todo. Entre essas medidas, o juiz pode agir de imediato, com base na urgência do caso, e impor restrições como proibição de contato, afastamento do lar, suspensão do porte de armas e proibição de frequentar determinados lugares. O ponto central aqui é que a lei permite atuação rápida do Judiciário. Isso faz sentido porque, em violência doméstica, o problema costuma ser urgente mesmo: se a proteção demora, o risco aumenta. Por isso, a Lei nº 11.340/2006, no art. 22, autoriza medidas que obrigam o agressor, inclusive a proibição de frequentar certos lugares, para preservar a integridade física e psicológica da ofendida. É exatamente isso que a alternativa C descreve. Ela traduz a ideia do art. 22, inciso III, da Lei Maria da Penha, que permite ao juiz impor a proibição de determinadas condutas, como a frequência a lugares específicos, para afastar o agressor de situações que possam reativar a violência ou facilitar a aproximação indevida. As demais alternativas erram ao criar exigências que a lei não traz ou ao negar poderes que o juiz efetivamente tem. Em prova, desconfie de palavras como "somente", "não poderá" e "depois de" quando elas aparecem tentando limitar uma proteção que a lei pensou justamente para ser rápida e eficaz.

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