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Direito Processual Penal · FUNDATEC · 2022

Questão comentada de Direito Processual Penal

Com referência na Lei Federal nº 11.340/2006, Lei Maria da Penha, analise as assertivas abaixo: I. Para garantir a efetividade das medidas protetivas de urgência, poderá o juiz requisitar, a qualquer momento, auxílio da força policial. II. É facultado à ofendida entregar a intimação ou notificação ao agressor. III. Poderá o juiz, quando necessário, determinar o afastamento da ofendida do lar, sem prejuízo dos direitos relativos a bens, guarda dos filhos e alimentos. Quais estão corretas?

Gabarito: C

A Lei Maria da Penha é bem prática quando o assunto é proteger a vítima rápido, sem burocracia desnecessária. Por isso, o juiz pode adotar medidas protetivas de urgência e, para garantir que elas funcionem de verdade, pode requisitar auxílio da força policial a qualquer momento. Isso está em sintonia com a lógica da lei: se a medida existe, ela precisa ser efetiva, não apenas bonita no papel. A segunda assertiva erra porque a ofendida não é responsável por entregar intimação ou notificação ao agressor. A comunicação dos atos processuais segue a forma legal própria, sem colocar sobre a vítima o ônus de fazer contato com quem a agrediu. Aqui a banca testa justamente essa ideia de proteção: a lei evita expor a ofendida a mais risco. A terceira assertiva está correta no contexto da proteção patrimonial e familiar, porque a Lei Maria da Penha admite medidas que preservem os direitos relativos a bens, guarda dos filhos e alimentos, mesmo quando há afastamento do lar ou reorganização da convivência. A lógica é simples: proteger a integridade da mulher sem desmontar seus direitos civis e familiares. Resumo de prova: a lei protege, afasta o risco e impede que a vítima vire mensageira do agressor. Por isso, a resposta certa é a que reúne a primeira e a terceira afirmativas.

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