Pitágoras foi vítima do crime de estelionato e se habilitou como assistente na ação penal que o Ministério Público ajuizou em face de Ptolomeu, o qual foi assistido pela Defensoria Pública. Ao final da instrução, o Ministério opinou pela absolvição do acusado, tendo o assistente deixado de formular pedido de condenação em suas alegações finais. Levando-se em conta funções dos atores processuais, é correto afirmar que o juiz:
- A)poderá condenar o acusado, a despeito de o Ministério Público ter opinado pela sua absolvição;
Correta: o juiz pode condenar mesmo com pedido absolutório do Ministério Público.
- B)deverá absolver o acusado em razão da inexistência de pedidos condenatórios do Ministério Público e do assistente;
Errada: ausência de pedido condenatório não vincula o juiz.
- C)deverá absolver o acusado, pois o Ministério Público desistiu da ação penal pública;
Errada: o Ministério Público não pode desistir da ação penal pública.
- D)poderá condenar o acusado se o assistente, instado para tanto, ratificar o direito de representação em juízo;
Errada: não depende de ratificação do assistente.
- E)deverá absolver o acusado em razão da ocorrência da perempção do direito de queixa por parte do assistente.
Errada: perempção é instituto da ação privada, não do assistente em ação pública.
Gabarito: A
Na ação penal pública, o juiz não fica vinculado ao pedido de absolvição do Ministério Público em alegações finais. Se as provas dos autos autorizarem, pode condenar, pois o MP não pode desistir da ação penal.