Terminado o procedimento investigatório deflagrado em face de Roberval, que concluiu ser este autor do crime de corrupção, o Ministério Público ofereceu denúncia e requereu o sequestro dos bens ou valores equivalentes ao produto ou proveito do crime, pois estes não haviam sido encontrados. Contudo, o Ministério Público não comprovou, com o oferecimento da denúncia, a diferença entre o valor do patrimônio de Roberval e aquele que fosse compatível com o seu rendimento lícito. Nessa hipótese, levando-se em conta a atividade do juiz quanto ao provimento cautelar e à sentença, o juiz poderá:
- A)decretar o sequestro pelo equivalente e, na sentença condenatória, decretar de ofício a perda de bens alargada;
Incorreta. A perda alargada não pode ser decretada de ofício.
- B)decretar de ofício o sequestro alargado e, na sentença condenatória, decretar de ofício a perda de bens alargada;
Incorreta. O sequestro alargado e a perda alargada dependem dos requisitos legais e de provocação adequada.
- C)decretar o sequestro pelo equivalente e, na sentença condenatória, decretar de ofício a perda de bens pelo equivalente;
Correta. Cabe sequestro pelo equivalente e, na condenação, perda de bens pelo equivalente de ofício.
- D)decretar de ofício o sequestro alargado e, na sentença condenatória, decretar a perda de bens pelo equivalente;
Incorreta. Não cabe sequestro alargado de ofício, e a hipótese cautelar narrada é de sequestro pelo equivalente.
- E)decretar o sequestro pelo equivalente e, na sentença condenatória, decretar o sequestro alargado.
Incorreta. Sequestro é medida cautelar, não providência a ser decretada na sentença.
Gabarito: C
Se o produto ou proveito do crime não é encontrado, admite-se sequestro de bens ou valores equivalentes. Na sentença condenatória, a perda pelo equivalente pode ser decretada de ofício; já a perda alargada exige requerimento do Ministério Público e demonstração da incompatibilidade patrimonial.