“O convencimento não deve ser, em outros termos, fundado em apreciações subjetivas do juiz; deve ser tal que os fatos e provas submetidos a seu juízo, se o fossem desinteressados ao de qualquer outro cidadão razoável, deveriam produzir, também neste, a mesma convicção que naquele”. MALATESTA, Nicola Framarino Del. A Lógica das provas. Bookseller, 1996, vol. 13ª ed. (1912), p. 51. Quanto ao sistema geral de avaliação das provas aplicado ao processo penal, encontra-se o relacionado
- A)à identidade física do juiz, no qual exige a presença física do magistrado, presidindo a instrução e avaliando todas as provas apresentadas pelas partes.
Errada. Identidade física do juiz não é sistema geral de avaliação da prova.
- B)ao sistema misto, pois impede que o juiz tenha iniciativa na fase de investigação, abrangendo a impossibilidade de se insurgir contra o arquivamento manejado pelo titular da ação penal.
Errada. A alternativa descreve traços do sistema acusatório, não o sistema de valoração.
- C)à persuasão racional, como regra. O magistrado tem ampla liberdade na valoração das provas, mas não é dado ao juiz fundamentar a sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, exceto no caso de provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.
Correta. Resume a persuasão racional do CPP.
- D)à certeza moral do juiz, nos casos relacionados às decisões do juiz presidente e a dos jurados do Tribunal do Júri, as quais não precisam ser fundamentadas.
Errada. Íntima convicção é típica dos jurados, não regra geral nem decisão do juiz presidente.
- E)à íntima convicção, como regra. É permitido ao juiz valorar as provas com ampla liberdade, decidindo de modo a aplicar o direito objetivo, a partir da sua convicção, sem a necessidade de submeter-se a um sistema tarifado.
Errada. Íntima convicção não é a regra geral do processo penal.
Gabarito: C
A regra de valoração da prova no processo penal brasileiro é a persuasão racional: o juiz aprecia livremente a prova, mas deve fundamentar a decisão e não pode condenar com base exclusiva em elementos informativos do inquérito, salvo provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.