João foi capturado em flagrante pela suposta prática do crime de furto qualificado. Por ocasião da audiência de custódia, o magistrado relaxou a prisão flagrancial do custodiado, ao argumento de que o auto de prisão em flagrante delito não observou as exigências constitucionais e legais. Irresignado, o Ministério Público pretende recorrer da decisão judicial que fora proferida. Nesse cenário, considerando as disposições do Código de Processo Penal, o Ministério Público poderá fazer uso de:
- A)embargos infringentes e de nulidade;
Embargos infringentes e de nulidade não são cabíveis contra essa decisão singular.
- B)recurso em sentido estrito;
Correta. Cabe recurso em sentido estrito.
- C)carta testemunhável;
Carta testemunhável serve para destrancar recurso não recebido ou obstado.
- D)recurso de apelação;
Apelação não é o recurso previsto para relaxamento de flagrante.
- E)correição parcial.
Correição parcial não substitui recurso próprio.
Gabarito: B
Da decisão que relaxa prisão em flagrante cabe recurso em sentido estrito. O Ministério Público pode manejar esse recurso para impugnar o relaxamento concedido em audiência de custódia.