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Direito Processual Penal · FGV · 2023

Questão comentada de Direito Processual Penal

Relativamente às regras e aos princípios que regem a atividade probatória do juiz no processo penal, é correto afirmar que o juiz:

Gabarito: A

No processo penal, o juiz não fica preso apenas ao que as partes trouxeram. O CPP adota um sistema de iniciativa probatória judicial moderada: o magistrado pode determinar diligências necessárias para esclarecer a verdade, sem virar “investigador oficial” do caso. A ideia é simples: o processo penal busca decisão justa, mas sem abandonar o contraditório e a imparcialidade. Um ponto clássico é o art. 209 do CPP: o juiz, quando julgar necessário, pode ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas partes, e também as pessoas a que as testemunhas se referirem. É uma prova complementar, voltada a completar a instrução. A doutrina costuma tratar isso como poder instrutório do juiz, compatível com o modelo acusatório desde que usado com prudência. A letra da questão mirou exatamente esse artigo. A alternativa A reproduz a autorização legal: se o juiz entender que falta algo relevante para formar seu convencimento, ele pode ampliar a oitiva testemunhal, inclusive chamando pessoas mencionadas nos depoimentos. Aqui o gabarito está correto porque a redação bate com o CPP. As demais alternativas tentam confundir você com limites ou regras de momentos processuais: há hipóteses em que o juiz pode decretar sigilo, pode reinterrogar o acusado antes da sentença, pode determinar acareação e, em regra, diligências após a sentença não servem como poder probatório livre do juiz na instrução. O segredo é lembrar que o juiz pode agir de ofício em vários pontos, mas sempre respeitando o momento processual e o texto da lei.

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