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Direito Processual Penal · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Processual Penal

Michael responde, preso preventivamente, a inquérito policial conduzido pela Polícia Civil, que investiga a prática do crime de extorsão simples, previsto no Art. 158 do Código Penal. Quanto ao prazo de duração, é correto dizer que o inquérito em questão deve ser concluído no prazo de

Gabarito: D

No inquérito policial, o prazo muda conforme a situação do investigado. A regra geral do CPP é de 10 dias se o indiciado estiver preso, e de 30 dias se estiver solto, como diz o art. 10 do Código de Processo Penal. Aqui, Michael responde preso preventivamente, então vale o prazo mais curto: a lei quer que a apuração ande rápido quando a liberdade da pessoa já está restringida. O detalhe importante é que esse prazo de 10 dias conta a partir da execução da ordem de prisão, e não da data em que o inquérito começou, nem da data do fato investigado. É uma daquelas pegadinhas clássicas de prova: preso, prazo menor; solto, prazo maior. Simples, direto e muito cobrado. Como o crime investigado é extorsão simples, sem regra especial de prazo, aplica-se a disciplina comum do CPP. Não há aqui hipótese de lei especial com prazo diferente, então manda o art. 10. Por isso, o inquérito deve ser concluído em 10 dias, contados do dia em que foi executada a ordem de prisão. Em resumo: preso preventivamente, o inquérito tem prazo de 10 dias. A banca gosta de testar se você confunde esse prazo com o de 30 dias do investigado solto ou com prazos de leis especiais, mas neste caso a resposta é a regra geral do CPP.

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