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Direito Processual Penal · FGV · 2016

Questão comentada de Direito Processual Penal

Fábio, juiz de direito, foi vítima de um delito de calúnia, pois Jonas afirmou que ele teria praticado um crime de corrupção passiva. Diante disso, ingressou com queixa-crime contra o autor do fato. Jonas, então, opôs exceção da verdade. Nesta situação, será competente para julgar a exceção da verdade

Gabarito: B

A excecao da verdade e aquele momento em que o processo sai do modo "palavra contra palavra" e tenta verificar se a imputacao feita na calunia era, de fato, verdadeira. Em regra, ela e admitida na calunia, porque a propria estrutura do tipo penal permite discutir a veracidade do fato atribuido. O ponto decisivo aqui nao e apenas o crime contra a honra, mas a pessoa ofendida: Fábio e juiz de direito. Quando o ofendido e magistrado, a competencia para julgar a excecao da verdade sobe de nivel, porque a analise pode atingir a esfera funcional e a própria organizacao judiciaria. Por isso, o entendimento aplicado pela banca aponta para o Tribunal de Justica ao qual o juiz esta vinculado, e nao para o juiz de primeiro grau que recebeu a queixa-crime. A ideia e evitar que o mesmo grau jurisdicional julgue um incidente que pode repercutir sobre a atuacao de um membro da propria magistratura. Em termos de prova, pense assim: a excecao da verdade acompanha a calunia, mas nem sempre fica com o mesmo juiz da acao principal. Havendo ofensa dirigida a juiz de direito, a competencia para apreciar esse incidente e deslocada ao Tribunal de Justica respectivo. Essa leitura e coerente com a logica de prerrogativa de funcao e com a competencia fixada para causas que envolvam magistrados. Por isso, o gabarito e a letra B: quem julga a excecao da verdade e o Tribunal de Justica ao qual Fábio esteja vinculado.

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