Marco foi preso em flagrante por, em tese, ter praticado o crime de tráfico de drogas, sendo levado à audiência de custódia dentro do prazo legal. Ao final do ato mencionado, o representante do Ministério Público assim se pronunciou: "MM. Juíza, flagrante formalmente em ordem. Todavia, em que pese autoria e materialidade bem demonstradas, o indiciado é primário e possui endereço fixo, motivo pelo qual requeiro sua liberdade provisória. Obrigado". Por sua vez, o representante da Defensoria Pública apenas reiterou o pleito de liberdade provisória. Nesse sentido, a Juíza
- A)pode decretar a prisão preventiva de Marco, eis que não esta vinculada ao pedido do Ministério Público.
Incorreta. A juíza está vinculada à necessidade de provocação para decretar preventiva.
- B)não pode decretar a prisão preventiva de Marco, eis que vedado o agir de ofício.
Correta. É vedada a atuação de ofício para decretar prisão preventiva.
- C)encaminhará, caso discorde da manifestação do Ministério Público, os autos à Procuradoria-Geral de Justiça (art. 28 CPP), mas deve soltar Marco imediatamente.
Incorreta. O art. 28 do CPP não se aplica para manter preso o autuado contra pedido de liberdade.
- D)encaminhará, caso discorde da manifestação do Ministério Público, os autos à Procuradoria-Geral de Justiça (art. 28 CPP), podendo manter Marco preso por, no máximo, 05 dias.
Incorreta. Não há remessa ao procurador-geral com manutenção por cinco dias nessa hipótese.
- E)deve conceder a palavra novamente o Ministério Público, alertando da gravidade da conduta atribuída à Marco.
Incorreta. O juiz não deve induzir nova manifestação acusatória por discordar do pedido.
Gabarito: B
Após o Pacote Anticrime, o juiz não pode converter prisão em flagrante em preventiva de ofício. Se Ministério Público e defesa requerem liberdade provisória, a decretação da preventiva sem provocação acusatória viola o sistema acusatório.