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Direito Processual Penal · FCC · 2022

Questão comentada de Direito Processual Penal

De acordo com a Lei Maria da Penha, a ação de divórcio ou dissolução de união estável de mulher vítima de violência doméstica e familiar

Gabarito: B

A Lei Maria da Penha não cuida só de proteção urgente, como afastamento do agressor ou medida protetiva. Depois da alteração trazida pela Lei 13.894/2019, ela passou a permitir que a mulher em situação de violência peça, no próprio Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e dissolução de união estável. A ideia é facilitar a vida da vítima, evitando que ela tenha de circular por várias varas diferentes quando já está em um contexto de vulnerabilidade. Então, o Juizado também pode concentrar essa demanda cível, desde que ligada ao contexto de violência doméstica. O ponto que derruba a parte mais “capciosa” da questão é a partilha de bens. O art. 14-A da Lei 11.340/2006 autoriza o ajuizamento da ação de estado civil no Juizado, mas a pretensão de partilha patrimonial não entra nessa mesma lógica de concentração, razão pela qual deve ser tratada separadamente. Por isso, o gabarito é a letra B. Em resumo: a vítima pode levar a ação de divórcio ou dissolução de união estável ao Juizado especializado, mas sem misturar, nesse mesmo pedido, a partilha de bens. É a lei tentando simplificar a vida de quem já está em uma situação bem complicada.

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