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Direito Processual Penal · FCC · 2021

Questão comentada de Direito Processual Penal

Em um processo judicial do Tribunal do Júri, a Defensora Pública que acompanhava o feito encontrava-se em gozo de férias quando da realização do julgamento e foi substituída por outro Defensor Público, previamente designado. No entanto, antes da instalação da sessão, o acusado informa à Juíza Presidente que deseja ser defendido pela Defensora Pública que o atendeu inicialmente, solicitando o adiamento do ato para data posterior ao seu retorno. A Juíza de Direito deve

Gabarito: B

No Tribunal do Júri, nem toda troca de defensor vira motivo para adiar a sessão. A Defensoria Pública funciona com base, entre outros, nos princípios da unidade e da indivisibilidade, o que significa que a atuação é institucional: o processo pertence à defesa pública como órgão, e nao a uma pessoa específica como se fosse um “defensor de estimação”. Por isso, se a defensora titular estava de férias e foi regularmente substituída por outro Defensor Público previamente designado, a assistência continua válida. O acusado nao pode exigir, por simples preferência pessoal, que o julgamento espere o retorno da defensora original. Nao existe direito subjetivo de escolher qual membro da Defensoria vai atuar no caso. O ponto central aqui é que a defesa nao pode ser personalizada ao gosto do assistido. A lógica da indivisibilidade permite justamente a substituição entre membros da instituição sem quebra da atuação defensiva, desde que nao haja prejuízo concreto à ampla defesa. Se houvesse abandono, falta de ciência ou substituição irregular, aí a conversa mudaria. Assim, a Juíza deve indeferir o pedido. O gabarito B está correto porque o princípio da indivisibilidade impede essa personificação do atendimento pela Defensoria Pública, que atua institucionalmente e pode ser representada por outro defensor legalmente designado.

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