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Direito Processual Penal · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Direito Processual Penal

Considere-se que, ao tomar conhecimento de que a arma de um crime estaria na residência de Júlia, o delegado dirigiu-se imediatamente até o local para realizar a busca e apreensão do objeto. Na situação hipotética apresentada,

Gabarito: B

A casa, no processo penal, tem proteção forte: a regra é a inviolabilidade do domicílio. A Constituição permite entrar sem consentimento do morador apenas em hipóteses excepcionais, como flagrante delito, desastre, prestar socorro ou, durante o dia, por determinação judicial. Fora disso, nada de entrar no modo "porta na marra". No caso, o delegado soube que a arma estaria na residência de Júlia e foi imediatamente ao local para fazer busca e apreensão. Só que isso, por si só, não autoriza a entrada. Se não houver consentimento da moradora, o ingresso depende de mandado judicial, e ainda assim a regra constitucional exige que a diligência ocorra de dia. Por isso, o gabarito é a letra B: sendo dia ou noite, o delegado só poderá entrar se Júlia consentir. A alternativa resume a ideia central da inviolabilidade do domicílio e da necessidade de autorização do morador, quando não há hipótese excepcional. Base legal: art. 5º, XI, da Constituição Federal. A jurisprudência do STF também é firme ao tratar a entrada forçada em domicílio como medida excepcional, que precisa de justificativa concreta e compatível com as hipóteses constitucionais.

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