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Direito Processual Penal · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Direito Processual Penal

Valdo está sendo investigado pelo crime de extorsão, em liberdade. Há indícios de que agiu com um comparsa. Nessa situação hipotética, em tese,

Gabarito: B

Aqui o ponto central é o prazo do inquérito policial quando o investigado está em liberdade. Pelo CPP, art. 10, caput, o inquérito deve terminar em 30 dias se o indiciado estiver solto, e em 10 dias se estiver preso. Então, como Valdo está em liberdade, o prazo-base é de 30 dias, com possibilidade de prorrogação em hipóteses admitidas pela legislação e pela prática forense, especialmente quando a apuração ainda não terminou e não há prejuízo indevido à defesa. A questão mistura isso com outros temas que vivem caindo: prisão temporária, representação da vítima, colaboração premiada e formalidades do indiciamento. A banca gosta de colocar uma informação verdadeira em um detalhe e trocar o regime jurídico. Você precisa ler com calma e perguntar: o tema é prazo? ação penal? prisão? colaboração? Cada coisa tem seu próprio artigo. No caso da alternativa correta, a lógica é simples: investigado solto = 30 dias para concluir o inquérito. Esse é o comando clássico do CPP, e é exatamente o que a letra B descreve. Em prova CESPE/CEBRASPE, esse tipo de regra seca costuma ser a resposta certa quando a alternativa não inventa exceção desnecessária. Aproveitando: extorsão é crime que pode, em tese, admitir prisão temporária nos termos da Lei 7.960/1989, e extorsão simples é ação penal pública incondicionada, sem necessidade de representação da vítima. Já "denunciar o comparsa" não gera, por si só, a redução de pena automaticamente, porque colaboração premiada exige os requisitos legais e juízo de utilidade da colaboração.

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