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Direito Processual Penal · CESPE/CEBRASPE · 2021

Questão comentada de Direito Processual Penal

As eventuais nulidades relativas ocorridas na instrução criminal do processo ordinário

Gabarito: B

No processo penal, nulidade relativa não fica solta no tempo esperando a conveniência da defesa. Ela precisa ser arguida no primeiro momento em que a parte puder falar nos autos, sob pena de preclusão. Isso decorre da lógica do art. 571 do CPP, que fixa o momento adequado para alegar as nulidades segundo a fase do procedimento. Na instrução criminal do procedimento ordinário, o marco correto para levantar a nulidade relativa é até as alegações finais. Depois disso, em regra, a parte perdeu a chance de reclamar, porque o processo já avançou e o sistema não gosta de "surpresa processual" de última hora. A ideia aqui é simples: nulidade relativa protege interesse da parte e, por isso, pode ser convalidada se não for alegada no tempo certo. Só nulidade absoluta foge um pouco dessa lógica, porque envolve matéria mais grave e pode ser reconhecida em outros momentos, conforme o caso. Então, quando a questão fala em eventuais nulidades relativas ocorridas na instrução criminal do processo ordinário, pense no art. 571 do CPP: a arguição deve ser feita até as alegações finais. É exatamente por isso que a letra B está correta.

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