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Direito Processual Penal · ADVISE · 2021

Questão comentada de Direito Processual Penal

Guliver, servidor público municipal, foi vítima de crime de injúria em razão de suas funções. Em decorrência desse fato, foi instaurado inquérito policial para investigar a notícia crime, sendo identificado o acusado. Analisando o fato acima narrado e de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é CORRETO afirmar que:

Gabarito: A

Aqui a banca cobrou a velha dupla que costuma derrubar muita gente: crime contra a honra e condição de procedibilidade. Quando a vítima é servidor público e a ofensa tem relação com as funções, o STF entende que a persecução pode seguir pela via da queixa-crime, com advogado, ou pela representação para atuação do Ministério Público, conforme a lógica aplicada à tutela da honra nesses casos. Na prática, o ponto central é este: não existe um caminho único e obrigatório. A vítima não fica presa apenas ao MP, nem perde automaticamente a possibilidade de provocar a atuação penal por iniciativa própria. Por isso, a alternativa correta é a que admite essas duas portas de entrada. O tema dialoga com o art. 145 do Código Penal e com a jurisprudência do STF sobre crimes contra a honra de servidor público em razão das funções. A ideia é simples: se a honra foi atingida nesse contexto, a vítima pode reagir pela via privada ou provocar a persecução pública, desde que respeitados os requisitos legais de cada modalidade. Então, quando você vir esse tipo de enunciado, pense: servidor público ofendido no exercício das funções não significa, automaticamente, denúncia obrigatória nem exclusividade de uma só medida. O processo penal adora uma casca de banana, mas aqui a saída passa por reconhecer a possibilidade de escolha da vítima dentro das formas admitidas pela jurisprudência.

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