Em determinada audiência; comparece para depor uma testemunha que não falava o idioma nacional, tratando-se de idioma com pouquíssimos falantes no país. Por coincidência, dominando-o o juiz fluentemente, resolve então dispensar intérprete e prosseguir com a oitiva da testemunha. O advogado da empresa insurgiu-se imediatamente contra essa decisão do juiz, dizendo que ela seria arbitrária e que as partes ficariam a depender das traduções e interpretações do juiz, sem saber se eram ou não fidedignas. Disse ainda que não participaria da audiência, se assim prosseguisse o juiz, sem nomear intérprete, e retirou-se da sala em seguida. Quanto à conduta do advogado, é correto afirmar que foi:
- A)errada quanto ao intérprete;
Incorreta. O advogado não estava errado ao questionar a dispensa de interprete.
- B)certa quanto ao intérprete;
Correta. A insurgencia quanto a necessidade de interprete era fundada, porque o juiz não deve substituir o interprete na producao da prova.
- C)errada quanto ao intérprete e abusiva quanto à saída da sala;
Incorreta. A primeira parte está errada, pois o advogado tinha razão quanto ao interprete.
- D)certa quanto ao intérprete e também quanto à saída, para obrigar o juiz a adiar a audiência;
Incorreta. Embora correta a exigencia de interprete, a alternativa amplia indevidamente a justificativa para validar também a saida como meio de forcar adiamento.
- E)errada quanto ao intérprete e prejudicial à parte que assistia.
Incorreta. O ponto central não e erro quanto ao interprete; ao contrario, a nomeação era necessária.
Gabarito: B
Testemunha que não fala o idioma nacional deve ser ouvida com interprete. Ainda que o juiz domine o idioma, ele não deve acumular a função de tradutor, pois as partes precisam controlar a fidelidade da traducao e preservar contraditorio, imparcialidade e confiabilidade da prova.